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COLETIVA DE IMPRENSA

03 | TERCEIRA EDIÇÃO

MAÇÃ DO AMOR

Ramon Fernandes conta todos os detalhes de sua próxima trama!

DISPONÍVEL EM PDF

Coletiva de Imprensa -Maçã do Amor

VITOR ABOU: Boa noite, querido público. Estamos entrando no ar com mais uma Coletiva de Imprensa e a estreia comentada aqui será Maçã do Amor, que estreia na próxima quarta feira, dia 14. Por isso, recebo aqui Ramon Fernandes. Bem vindo, Ramonzito.

RAMON FERNANDES:Booooooooooa noite, povo alfabetizado. Obrigado pela Coletiva e por essa confiança em colocar uma obra minha no ar, né? Fazer o que? Quem tem talento, se estabelece. Bora lá?

 

 VITOR ABOU: Maçã do Amor, a próxima trama das seis, é inspirada na novela ''Minha doce namorada'', de Vicente Sesso. Como surgiu a ideia de se basear nessa trama antiga?

RAMON FERNANDES: Na verdade, era pra estar estreando uma novela chamada “Dinastia”, se passava nos anos 80, pós abertura política no país, contaria a saga de uma família, mas enfim... João Carvalho iria estrear Ruínas em Maio (depois passou para Junho, para tapar buraco deixado por Filhos da Bahia, cancelada pelo seu autor titular Rynaldo Nascimento – até porque nunca ninguém viu nenhum post meu cancelando nada, né? Ou viu? Se viu, tá vendo bem), e ia falar do mesmo assunto no mesmo período na primeira fase, aí tinha também Os Dias Eram Assim, e resolvi cancelar (como sempre né?)para não repetir temas. Peguei uma que já existia e fui escrever. Máquina de xerox, né mores?

PS: A novela não é baseada, só me inspirei na espinha dorsal para criar outra, até porque as informações da original nem existem direito pra se basear em alguma coisa né? Achei a historinha bonitinha, achei que dava novela das seis, fui escrever.

 

 VITOR ABOU: A novela traz para o público elementos tradicionais das tramas das seis, como o romance, drama e também um pouco de comédia. Para você, como é ter que equilibrar esses e outros tantos elementos nessa trama leve?

RAMON FERNANDES: Sempre ou quase sempre, escrevi tramas mais adultas, mas eu acabei cansando, porque barraco por barraco, não preenche história. Queria fazer algo que nunca tinha feito que era escrever uma novela mais leve, então, surgiu Minha Doce Namorada, e os elementos, assim como os temas foram pipocando de imediato. Mas apesar de serem tratados de forma leve, ainda tem temas bem espinhosos como alienação parental, relações abusivas, compulsão por compras, bissexualidade, enfim...

  

VITOR ABOU: A trama se passa no grande circo Dom Pepe, que não tem ido muito bem nas finanças. Por que você escolheu o circo para ser uma das locações da obra?

RAMON FERNANDES: Na versão original dos anos 70, a trama se passava em um parque de diversões, troquei pelo circo, para dar um ar mais lúdico e também porque achei que o circo traria uma carga dramática a mais para a própria história de cada um dos integrantes dali. A ambientação do circo me ajudou muito a desenvolver os perfis dos personagens.

 

 

VITOR ABOU: Uma outra locação muito importante na obra é a empresa de modelos Sweet Peach. O que podemos esperar dos donos dessa empresa, a família Maranhão? E como os contrastes entre a empresa e o falido Circo poderão ser percebidos na obra?

RAMON FERNANDES: Sabe aquela minha mania de colocar sempre uma família brigando por poder? Então. Se é novela minha, não pode faltar né? Desta vez, é a família Maranhão, capitaneada por Horácio e Sarita, que não chegam a se odiar, mas também não se amam mais, e no período da separação do casal, a empresa – como é o maior bem da família – entra em jogo, e claro, ninguém quer sair perdendo né? O contraste do núcleo circo e do núcleo agência de modelos é mais na ambientação mesmo, porque nos dois núcleos tem personagens bem-humorados e tem vilões, mocinhos, romances...

 

 VITOR ABOU: Patrícia é a grande protagonista da novela, uma jovem órfã que vive no Circo Dom Pepe. Como a criação de Tia Miquita, Tenório e os outros artistas do circo influenciará no comportamento dessa menina?

RAMON FERNANDES: Apesar desse perfil mexicano (já escrito propositalmente), Patrícia é muito alegre, não fica choramingando pelos cantos e vai atrás do que quer, principalmente quando conhece o mocinho Renan, que mesmo a afastando de várias formas, ela sabe que no fundo, vai acabar conquistando. Ela ficou órfã (por ocasiões misteriosas, que serão desvendadas ao longo da trama) e foi criada pelos integrantes do circo, exerce sentimentos variados nos integrantes ali, desde o amor que recebe dos amigos e de Tia Miquita (guardiã de alguns segredos da novela), passando pela obsessão e fascínio que exerce no dono do circo, o vilão Tenório, até a inveja de algumas outras pessoas, como é de praxe em qualquer momento da nossa vida, né, people?

 

 VITOR ABOU: Do lado rico da novela, temos a família Maranhão, de Horácio e Sarita. O que se pode esperar desse casal? Fiquei sabendo que virão umas cenas bem loucas...

RAMON FERNANDES: Diferente da minha novela anterior, Berço de Lobos, onde o casal João Luiz e Alice quase se matavam, Horácio e Sarita tem mais humor. Claro que tem embates, tem cenas fortes, mas é mais teatral, mais focado na comedia mesmo. Até porque não posso colocar um dando facada no outro numa faixa das 18h. Posso?! Se na novela anterior tinha cenas de sexo explícito, até poderia, mas...

  

VITOR ABOU: Pelas chamadas, percebemos a influência da astrologia nos perfis dos personagens. Como esse assunto será abordado no decorrer da trama? E como veio essa ideia?

RAMON FERNANDES: Olha, percebendo ao longo do tempo à minha volta, muita gente acredita nesse lance de horóscopo, tanto que uma das primeiras perguntas quando conheço alguém, ou vice-versa, é “qual o seu signo? ”. Até os mais céticos perguntam por desencargo de consciência. Resolvi abordar essa influência do zodíaco nos perfis dos personagens. TODOS os personagens têm signos definidos, e agem muito conforme as características dos mesmos. E claro, coloquem todos os signos convivendo numa novela, onde já é algo maniqueísta, isso multiplica e tá sendo ótimo, porque tenho um leque enorme de opções. Esse lance de definir signo, tô até pensando pras próximas tramas (risos).

  

VITOR ABOU: Ramon, explica pra gente o título da novela, Maçã do Amor. Como você pensou nisso e qual a relação com a obra?

RAMON FERNANDES: O título original onde a história se inspirou era “Minha Doce Namorada”, poderia ter mantido o título, assim como mantive os nomes dos principais personagens da novela? Poderia. Mas achava o título feio para os dias de hoje, e queria um mais lúdico, que tivesse uma boa sonoridade, não demorou nada e me veio na memória um doce que é muito vendido em parques, circos, eventos: Maçã do Amor. Quer algo mais doce, que remeta ao romantismo, a casais, ceninhas de encontros e desencontros amorosos que esse? Pra mim, casou perfeitamente.

 

 VITOR ABOU: Qual é a mensagem principal que você pretende passar com a trama?

RAMON FERNANDES: Acho que a principal mensagem da obra é que as pessoas podem buscar o seu caminho e ter sucesso naquilo que acreditam, não importando sua classe social, ou o nível de dificuldades que são apresentados ao longo da jornada. Uma mensagem otimista.

 

 VITOR ABOU: A sinopse da obra é iniciada assim: ''Até que ponto os astros regem nossas vidas, nossos desejos e destinos?''. Agora vai umdesafio: tente responder essa pergunta segundo os pensamentos dos grandes protagonistas, Patrícia e Renan.

RAMON FERNANDES: Na vida de ambos, há um grande vazio existencial. Na de Patrícia está na sua história matriz, ela nunca conheceu os pais que foram tirados dela desde cedo, e na de Renan está exatamente no contrário, está na convivência com sua família. Enquanto Patrícia só queria uma família (não que não a tenha na companhia de pessoas ao seu redor no circo), Renan quer se livrar do peso do nome da sua. Os astros regem os desejos de ambos na busca de um caminho melhor e menos tortuoso, seguindo o querer dos dois. No fundo, os dois querem a mesma coisa, mas os caminhos são opostos, até que um sentimento maior – que vocês já sabem qual é – faz esses dois mundos se cruzarem de vez.

 

 VITOR ABOU: A nossa equipe dessa vez foi boazinha e já até liberou a abertura da novela: https://www.youtube.com/watch?v=2OLBKtQl54U&feature=youtu.be  

Ficou linda! Por que você escolheu a música ''Cor de cereja''? E o que a trama tem de semelhante com a abertura/

RAMON FERNANDES: Ficou maravilhosa essa abertura, passa tudo o que eu pensei para a trama, com todos os seus elementos. Só tenho a agradecer ao trabalho sensível do Gustavo de Paula que captou exatamente o que eu queria. Gratidão define. Agora, quanto a música, é Naiara Azevedo, né amoras? Como diz Sarita: “Um tiro é um tiro! ”. Sou apaixonado pela música, pela cantora, pela abertura...

  

VITOR ABOU: Obrigado pela participação, Ramon. Adorei o bate papo. Desejo muito sucesso com a trama, que agrade a todos e principalmente a você também. E que tenha fim. Abraço!

RAMON FERNANDES: Obrigado você, querido. E a única coisa que não tem fim é a língua grande do bonde do recalque. Mas né, vamos encerrar, porque não sou o Dória, para mexer com lixo, people. O golpista já está de saída. Beijinhos, nêgas. Engulam com açúcar!

 

ATENÇÃO LEITOR

Este capítulo foi apresentado no formato PDF para preservar a formatação escolhida pelo autor da obra. A equipe TVN/GRUPO MEGAPRO adota essa medida em todas suas redes visando que nossa equipe de autores sempre se sintam à vontade em nosso ambiente e desfrute da melhor experiência.

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